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  • Terapias Corporais


    Terapias Corporais
    A Busca da Saúde Integral por Métodos Naturais
    Palestra Pública proferida em 24 de julho de 1998 na Loja Teosófica Liberdade
    por Claudio Witte, terapeuta corporal.


    Eu estou acostumado mais a dar aulas para pessoas que já atuam na área, ou que estão iniciando um estudo na área de terapias corporais. Não é o caso de vocês, que querem, provavelmente, uma idéia bem geral. Então vou começar falando um pouco sobre o tema.

    A saúde por métodos naturais, terapias corporais. Terapias corporais pode ser muito abrangente. Qualquer modalidade que seja voltada a trabalhar com o corpo pode ser considerada uma terapia corporal. Ginástica, alongamentos, Yoga. No meu caso específico, me interesso pelas terapias manuais, ou seja, as terapias corporais que utilizam um recurso natural que é a mão, como instrumento. Nisso você tem uma gama enorme também de técnicas, de modalidades. Qualquer forma de massagem é uma terapia manual. Se restringirmos só à massagem já fica também uma coisa bastante extensa para se falar de cada uma delas.

    Essas terapias manuais eu chamo de quiroterapias. "Quiro" do grego, quer dizer "mão", e terapia é tratamento. Toda modalidade de tratamento que usa a mão como instrumento de cura pode ser considerada uma quiroterapia.

    Eu queria fazer um apanhado sobre o conceito de saúde antes de entrar um pouco mais sobre as quiroterapias.

    A Organização Mundial de Saúde – OMS – propõe uma definição – e isso, se não me engano, foi por volta de 1948 – da saúde como sendo um estado de bem-estar físico, emocional, econômico, bem abrangente, e não só a simples ausência de doenças.

    Então você pode pensar que existem muitos meios. Qualquer meio que estivermos usando, até para melhorar as finanças de alguém, estará voltado para um certo tipo de saúde. Se estivermos trabalhando com o desempenho de alguém no trabalho, também pode ser considerado, por essa definição, como um trabalho voltado para a saúde.

    (vai para a lousa)

    Existe um... A gente pode representar de várias formas, mas eu gosto de representar a saúde como um triângulo eqüilátero, cada lado do triângulo representando um fator. É interessante [o fato de a loja adotar o tema] ecologia no próximo ciclo [de palestras] porque o nome que eu utilizo para este triângulo é "Triângulo Ecológico da Saúde". Já explico o por que. Porque o três fatores envolvidos na construção desse triângulo se interrelacionam o tempo todo. Então qualquer atividade feita num fator vai responder num outro, vai ter inter-relações o tempo todo. Por isso é "ecológico". É o equilíbrio de todos os fatores.

    Existe um fator que é o fator estrutural. Existe um fator mental. E existe um outro fator, o terceiro, para fechar o triângulo, bioquímico. A maioria – porque é uma representação útil, mas não perfeita – das formas de tratamento, de terapias, podem ser enquadradas dentro do triângulo em qualquer um desses lados.

    Quando eu pensar na medicina alopática, que usa medicamentos para conseguir um efeito dentro do corpo, estamos entrando aqui, no fator bioquímico. Se pensarmos nas dietas, na alimentação, na dietoterapia, ele entra aqui – através do que você está pondo para dentro, para construir o seu corpo, você está atuando na saúde através desse lado.

    Estrutura é onde eu me enquadro. Eu trabalho com terapias manuais voltadas para este fator aqui, estrutural. Terapias manuais podem ser usadas inclusive para os outros, e têm inter-relações com os outros. Mas eu trabalho bem aqui. Todas as formas de tratamento que se voltam para a estrutura do corpo humano entram neste fator. Massagem, quiroprática - que é o ajuste da coluna – Rolfing, a Ioga, a Hatha Ioga entra aqui.

    E o outro fator é o fator mental. Todas as formas de abordagem que envolvem a mente, ou a parte psíquica da pessoa, vão atuar aqui. Então você tem aqui outra forma de Ioga, a Raja Ioga. Você tem aqui as várias modalidades de psicoterapias. Você tem a Programação Neurolingüística, que eu enquadro aqui.

    Isso não quer dizer que você está atuando só aqui. Eu mesmo trabalho aqui mas faço "pescarias" ali, que vocês vão entender daqui a pouco como.

    Eu trabalho aqui, no estrutural, com uma mescla de técnicas, que são a quiroprática, ou quiropatia, as massagens e com uma técnica específica que é a mioterapia de pontos-gatilho. "Mio" quer dizer músculo, então mioterapia é uma forma de tratamento de músculos através de uma entidade chamada ponto-gatilho, que são os responsáveis por muitas das ocorrências de dor no corpo.

    A grande maioria das dores vem da área estrutural, do corpo. O sistema muscular, nosso sistema locomotor, é uma grande fonte de dor, de desconforto. Então eu decidi trabalhar aqui, quinze anos atrás, pegar por essa parte e trabalhar o corpo, e eu acredito que trabalhando o corpo a gente consegue criar condições em que várias outras atividades nossas podem ser melhoradas e aprimoradas. Certa vez eu vi numa entrevista um monge, acho que tibetano ou budista que dizia "quando a barriga ronca, difícil meditar". Quando o corpo dói, é impossível meditar. Então tratando o corpo a gente abre caminho para outras coisas.

    Se vocês pensarem que o corpo pode não ter assim um grande "glamour" nessa parte de músculos, de esqueleto. Nenhum grande glamour, até mesmo na nossa medicina, porque quando se fala em órgãos, cirurgia, nossa é uma coisa fantástica! E o corpo que está toda hora presente, a gente até deixa meio de lado, não presta muita atenção. Mas precisamos pensar que ele é o nosso principal instrumento de interação com o mundo. Sem o nosso corpo a gente não faz nada. A gente não toca instrumento, a gente não se relaciona com outras pessoas, a gente não pode nem vir aqui, eu para falar com vocês, e vocês aqui para me ouvirem, se não poderem usar o corpo corretamente.

    Esses pontos-gatilho são coisas que aparecem em uma entidade, o termo é médico, ponto-gatilho, é uma coisa que acontece no corpo, no músculo principalmente, quando você sobrecarrega um músculo. Se ficou sentado muito tempo numa determinada posição, devido à sua profissão, quem trabalha com documentos e fica horas e horas examinando documentos, como na advocacia, fica com a cabeça pendida para a frente, fica sustentando o peso da cabeça (...) lendo documentos e os processos todos com a cabeça fora de uma posição de equilíbrio, usando a musculatura dos ombros e das costas. Uma hora cansa. Duas horas, mais. Agora, há quantos anos a pessoa está naquela atividade? Muitos. Então isso vai se somando, e toda vez que você sobrecarrega um músculo você cria um ponto sensível, um ponto-gatilho. Todos nós temos. Estar vivo é a condição básica para conseguir coletar pontos-gatilho durante nossas atividades. Com a prática de esportes, acidentes que o indivíduo já sofreu, a forma como a gente nasceu, tudo isso produz pontos-gatilho.

    Às vezes um parto muito rápido, em que as contrações do útero foram muito intensas podem criar pontos-gatilho na cabeça ou no rosto. Meu filho, por exemplo, teve a clavícula quebrada no ato do parto. No momento da saída uma contração pegou o ombro dele e trincou sua clavícula. Existem substâncias que são dadas para a mulher em trabalho de parto com a finalidade de acelerar e intensificar as contrações, e que vão no soro assim que ela entra no hospital.

    Certas doenças também produzem. Uma gripe muito forte em que você tenha tossido muito tempo pode criar pontos-gatilho em vários músculos usados para tossir.

    Querem ver? A maioria talvez tenha um que é fácil de localizar. Peguem o dedo indicador e coloquem aqui, na têmpora, como se estivesse apontando uma arma, e apertem. Vejo que alguns já sentiram. Esse é um ponto bastante comum. Para localizar outro ponto apoiem o antebraço sobre o braço da poltrona, e com o polegar ou o nódulo de um dedo dobrado apertem nesta região próxima à dobra do cotovelo, sobre os músculos que se dirigem para a mão. Certas pessoas nem precisam fazer muita força e já sentem que dói muito. Isso se deve ao fato de que fazemos muitas coisas com as mãos, como escrever, trabalhar e em muitas tarefas de nossa interação com o mundo. Tudo o que é muito usado pode ficar sobrecarregado, como no caso desses músculos, e criar esses pontos. Este ponto do antebraço, inclusive, é um ponto bastante comum em pessoas que trabalham com massagem, como é o meu caso, ou em pessoas que trabalham com computadores, em donas de casa que torcem roupa ou esfregam realizando movimentos repetitivos. Esses esforços podem produzir pontos-gatilho e eles podem estar na origem da chamada "tendinite".

    (apontando para Carlos Eduardo)

    Esse é um que eu trato de vez em quando porque fica no computador muito tempo.

    Em atividades nas quais você está sempre repetindo os mesmos movimentos pode haver dificuldade para se livrar de um ponto-gatilho. Isso porque ele vai estar sendo instalado de novo e de novo. Aí é preciso fazer um controle.

    Mas e se o ponto foi causado no músculo por um acidente? Você caiu, torceu, e provavelmente não vai se repetir o evento causador, e então você pode se livrar dele para sempre. A gente pode fazer uma lista enorme dessas dores que sentimos no dia-a-dia e a grande maioria dela tem sua origem nos pontos-gatilho. As demais já são questões médicas. Tumores, aneurismas e muitas outras causas internas devem ser examinadas e tratadas por médicos. Mas as terapias corporais podem dar conta de boa parte do restante usando técnicas específicas de localização, pressão, e depois alongamento do músculo para eliminar essas dores. Desde dores de cabeça até aquelas desagradáveis cãibras na sola do pé. De ponta a ponta.

    A quiroprática é uma outra técnica de ajuste.

    Às vezes a gente faz um movimento brusco, ou uma postura errada e repetitiva, e tira levemente uma articulação do lugar. Em especial na coluna vertebral. Se uma das vértebras não está bem posicionada e não movimenta adequadamente, ela pode criar uma pressão que fica ...?... um nervo, e aí pode produzir dor ou uma disfunção de movimento, por exemplo. Nesse caso você localiza, corrige e depois faz o ajuste. É o que muita gente chama de estalo ou tranco. Existem várias maneiras de fazer. Pode ser brusco, forte, como em certas linhas orientais, ou bastante suave como propõem certas linhas americanas e francesas. Ao final reservaremos um tempo para uma demonstração do estalo.

    Eu disse que essas técnicas entram no fator estrutural da saúde. Mas não podemos esquecer que para um efeito terapêutico ser produzido e mantido ele precisa encontrar resposta também nos outros dois fatores. Por isso chamamos esse triângulo de ecológico, pois ele vai estar interferindo nos outros. Então, por exemplo, se eu estou trabalhando com as minhas técnicas no fator estrutura, durante o tempo de tratamento eu tenho de ver se estou tendo algum efeito nos demais. No bioquímico é difícil de olhar, pois eu precisaria de exames de laboratório. (...) Mas no mental eu posso observar alterações. Uma mudança de atitude, por exemplo. A pessoa extremamente nervosa que de repente após eu tocar aqui, na estrutura, passa a ficar mais calma. Um pouco mais de controle sobre si mesmo no dia-a-dia. Isso significa que estará havendo alguma influência no fator mental.

    É muito comum pessoas virem para um trabalho de terapia corporal porque não quiseram entrar numa psicoterapia. (...) Muita gente pensa que psicoterapia é para quem tem problemas psicológicos sérios, que precisa ser um desequilibrado mental. E diz: "não, eu não preciso disso, eu não vou para o psicólogo". "Então faça alguma coisa para você ficar mais calmo, para você trabalhar essa irritação toda. Porquê você não vai num massagista, então?" "tá bom...". Então o cara vem, vai lá, procura um massagista, pega uma recomendação, chega até o meu consultório e eu começo a trabalhar com ele.

    O cara chega duro, todo enrijecido, as costas é uma placa. No primeiro questionário eu vou levantando o que dói, o que está acontecendo. "Eu vim fazer massagem porque eu sou um cara tenso". "Dói alguma parte do corpo?". "Não, não sinto dor, não sinto nada".

    Bom, começo a trabalhar e as costas parecem realmente uma pia de mármore. Vai trabalhando, vai trabalhando, com algumas sessões – isso vai variar de pessoa para pessoa, quantas – aquela "pia" que era uma placa só ela desmonta, um monte de pedrinhas, parece que ela quebra mesmo. Aí você não tem mais uma coisa inteiriça, mas um monte de nodos. A sensação é a de que você tem pedrinhas debaixo da pele. Os japoneses têm até nome para isso. Eles chamam de Katakore, quando é no ombro, que quer dizer "pedrinha no ombro".

    E nessa fase a pessoa começa a sentir um pouco de dor. Às vezes forte. E ela pode achar que é o trabalho de terapia corporal que está produzindo isso nela, mas não é. Aquela dor ela já sentiu antes. Antes de ficar duro como uma laje, ele já passou por um período em que tinha vários pontos de tensão, e depois ficou enrijecido daquele jeito.

    Normalmente nesse ponto a começa a se alterar um pouquinho o fator mental, também. A pessoa pode sentir que está fluindo a emoção. Pode ser raiva, pode ser algum medo que ela congelou no seu corpo durante um período da sua vida. A pessoa pode achar que não está mexendo com a sua parte mental quando está trabalhando no corpo, mas está, porque mente e corpo formam um sistema só.

    Aqui eu gosto de fazer um pequeno plágio: Einstein disse que energia e matéria são a mesma coisa. Matéria é energia mais condensada. Mente e corpo é a mesma coisa. São a mesma substância, só que o corpo é a mente mais condensada. Por isso o que se passa lá por dentro da gente sempre vai se refletir no corpo.

    Então não importa o caminho que você siga para tratar. Se entrar pelo mental, vai haver interação com o corpo. Se entrar pelo estrutural, vai haver uma interferência no mental, também. Então eu "pesco" um pouquinho aqui (apontando para a palavra "mental"). Não é a minha área de abordagem principal, mas eu vou "pescando".

    Pessoas que chegam com um torcicolo "quando é que começou?". "Acordei com ele, segunda-feira de manhã". É lógico que vou perguntar o que foi que ele fez no final de semana. Quero saber se jogou, se praticou algum esporte, se fez alguma extravagância física, se fez três horas de musculação ou alguma coisa no gênero. "Não, não, nada disso, eu não fiz nada que possa ter causado isso.". Aí normalmente eu arrisco um palpite: "você não está discutindo um ponto de vista com alguém, no trabalho, na família". "É, como é que você sabe?". É porque eu estou pescando.

    Geralmente quando a pessoa cria um torcicolo e parece que não existe uma causa física para aquilo ter surgido, ela está representando algo que está acontecendo na vida dela. No caso do pescoço especificamente é idéias. Toda articulação do nosso corpo tem uma representação mental que é "flexibilidade". No caso do pescoço é flexibilidade de idéias. Se a pessoa está emperrada num ponto de vista, discutindo um ponto de vista com alguém, se está sendo inflexível nesse campo, o corpo está representando isso com o torcicolo. Ou se a pessoa começa a desenvolver um problema de pés... para que servem nossos pés? Para ir em frente na vida. Às vezes confrontando uma mudança de rumos em sua vida, uma pessoa pode estar a tal ponto com medo do que pode ocorrer dali para diante, que ela representa isso com um problema de pés. Pode ser uma torcedura ou uma dor que veio "do nada". De repente começou a doer.

    Então eu faço "pescarias" aqui, no fator mental, que me ajudam a descobrir porque a pessoa criou aquele estado. E aí eu entro com essas técnicas que mexem no estrutural.

    Outro recurso que eu uso é que quando eu trabalho no fator estrutural e não estou tendo o efeito que espero, a pessoa não está melhorando, eu suponho que alguma coisa esteja impedindo que isso aqui vá para a frente. Eu busco no fator mental e muitas vezes descubro alguma coisinha que faz com que ela, se conscientizando do que acontece nesta esfera (mental), ela libera aqui (estrutural).

    Um caso bastante curioso:

    Eu estava atendendo certa vez um médico, que tinha uma curvatura de coluna, uma escoliose. Tinha a coluna em "s" razoavelmente acentuada, mas que não era uma deformação. Era como uma serpente, quando vista de trás. E ele tinha dor no ombro, e também, principalmente, na área lombar, aqui em baixo. Eu vinha trabalhando com ele, que sentia alívio, mas eu não ficava satisfeito com o rendimento, que podia ser maior.

    Numa das sessões, após dois meses de trabalho, eu comecei o trabalho normalmente, pelas costas, com uma massagem – espalhando um creme utilizado para fazer massagem – e as costas dele, que eram bastante encurvadas para o alto (além da curvatura em "s"), subitamente se aplanaram. Após dois meses sem grandes resultados, alguma coisa havia acontecido, e eu precisava descobrir o que.

    Eu sabia que ele estava em trabalho de psicoterapia. Intuitivamente eu perguntei a ele se estava tratando de algum assunto em especial com o psicoterapeuta. "Estou tratando de raiva", foi o que ele respondeu. "Estou mandando um monte de gente para fora de minha cabeça. Gente que já saiu de minha vida, mas que ainda está na minha cabeça". O interessante é que a área superior das costas normalmente tem relação com raiva, que normalmente encurva as costas, como num boxeador que se prepara para dar seus golpes. Era uma boa pista para eu trabalhar a área lombar, mais abaixo, onde não estava obtendo resultado algum.

    A área lombar tem relação com sentimentos de insegurança, de medo e de sexualidade. Por isso eu perguntei a ele se sentia medo de alguma coisa. "Tenho medo de algumas doenças," ele disse. Então perguntei quais doenças. Ele revelou medo de câncer de próstata, de rim, de intestino, todos delimitados pela área lombar. Eu expliquei para ele o meu interesse em pesquisar a relação de seus medos com a área lombar, citando comparativamente o que ocorrera na área superior das costas com a percepção da raiva. Ele ouviu com atenção e depois me disse "Eu tenho um problema sexual".

    Quando ele tinha relações sexuais com sua noiva, sentia-se aflito e tinha pressa em terminar. O mesmo não acontecia quando ele buscava relações sexuais com outras parceiras. Era só.

    O trabalho continuou e ele se lembrou de mais alguma coisa, que na verdade ele estava guardando dentro de si havia muitos anos, e ele já nem tinha mais consciência disso. Ele tivera um relacionamento, no qual já havia firmado compromisso de casamento, e a sua parceira engravidou. E os dois ficaram por algum tempo questionando a possibilidade de interromper a gravidez com um aborto provocado. Ela se decidiu pelo aborto, mas ele achou arriscado, e a convenceu a levar a gravidez até o final. Pouco antes do parto, em conversa com a médica que cuidaria do parto, ele explicou que, na sua avaliação, seria recomendável uma cesariana, pois a criança estava bem desenvolvida e o quadril da moça era estreito. A médica, a pedido da própria paciente, insistiu em manter o parto normal. No entanto ele estava certo, embora fosse médico legista, e houve complicações sérias no parto e nem mesmo uma cesariana de emergência foi capaz de salvar a criança.

    Parecia claro o que acontecera com ele. Como ele havia feito uma avaliação que estava certa, mas ele não insistiu no seu ponto de vista, sentia-se culpado do ocorrido. Toda vez que ele saía com alguém cujo comprometimento era sério, alguma coisa se acendia em sua mente para impedir que a história se repetisse. Ele se sentia culpado, mas não pensava mais nisso, que estava num circuito muito inconsciente. O mesmo não acontecia quando ele saía com alguém com quem não tivesse vínculos afetivos.

    O assunto estava tão fora de sua consciência que ele nem sequer tinha tocado nele com seu psicoterapeuta. Recomendei que ele o fizesse e interrompi a sessão.

    Quando ele retornou, na semana seguinte, após falar sobre seu problema com o terapeuta, observei que já era possível obter resposta de movimento na região lombar, e então pude ajustar sua coluna como eu queria.

    Este caso ilustra a forma complexa pela qual o fator mental e o estrutural podem estar interrelacionados. As coisas podem não ocorrer de forma tão dramática. Uma pessoa pode, por exemplo, perceber que "começou a sonhar mais" após os trabalhos corporais. Às vezes podem sentir alterações emocionais, sentindo-se tristes durante algumas semanas.

    Final da primeira parte da fita

    (...)

    [Alguém pergunta se a terapia corporal pode resolver problemas de diabetes]

    (...)

    ...aqui no tronco, chamada toráxica, T11, T12, saem nervos que vão para o pâncreas. Se o problema for que a pessoa teve uma queda, um problema de postura prolongada que desalinhou essa vértebra, e criou pressão nesse nervo, esse nervo aqui vais estar mandando informações incorretas, prejudicadas, entre o cérebro e o pâncreas. Isso vai afetar a função dele. Com essa interferência ele pode produzir, por exemplo, menos insulina do que deveria. Ou pode ocorrer o inverso, dependendo do tipo de adulteração da informação.

    Neste caso, a terapia corporal resolve. Ajusta-se as vértebras com uma manobra e o fluxo de informações passa do cérebro para o pâncreas sem interferências. E ele volta a funcionar com normalidade.

    Porém, se o problema for do próprio pâncreas, os ajustes das vértebras não vão alterar o quadro da doença. Trata-se aí de um problema médico. A causa pode ser hereditária ou não, de acordo com várias interpretações médicas sobre o assunto.

    Isso ficou muito claro para mim numa experiência pessoal. Quando eu ainda estava estudando as terapias corporais.

    Meu pai sofria de uma gastrite, que estava tratando com um médico, já havia dois meses, tomando medicamentos.

    Um dia ele deu uma travada na parte baixa da coluna. Meu pai é forte, e eu estava ainda iniciando nesse tipo de terapia. Eu não conseguia ajustar a parte de baixo de sua coluna, e então o levei ao meu professor. Ao examinar sua coluna, ele perguntou para o meu pai se ele não tinha algo errado com seu estômago. Havia um desajuste na sexta toráxica que estava interferindo com o seu estômago, e medicamento nenhum resolveria aquela gastrite. Duas horas depois não havia mais azia ou gastrite.

    A mesma gastrite retornou em outra ocasião quando seu veículo foi atingido por um outro, por trás, produzindo um forte tranco em sua coluna que desajustou novamente a mesma vértebra.

    No caso da diabetes, se a causa for mecânica, por desajuste de vértebras, pode ser resolvido com as manobras da terapia corporal.

    É preciso pesquisar. O trabalho sobre as vértebras, que veio a se chamar quiroprática, já era usado na antigüidade. Hipócrates, considerado o pai da medicina, escreveu que se deve procurar a razão das doenças em primeiro lugar na coluna.

    A quiroprática, na sua versão moderna, surgiu nos Estados Unidos, em 1895, com um curador chamado Palmer. Ele não era médico, mas apenas um curador (healer). Ele tratava por vários métodos naturais, inclusive magnetoterapia, - que na época estava sendo bastante pesquisada e divulgada por causa de um europeu chamado Anton Mesmer, criador do mesmerismo. Um dia, quando aplicava magnetoterapia no pescoço de um zelador, Palmer percebeu que havia uma vértebra deslocada, e decidiu colocá-la no lugar. Conseguiu dar um estalido e o zelador sentiu-se imediatamente melhor, tendo desaparecido a dor que o afligia. Nos dias subseqüentes ele repetiu as manobras e notou que uma surdez que esse zelador manifestava parecia estar regredindo, pois não precisava mais gritar quando falava com ele. Observando e tirando suas conclusões, pesquisando até mesmo entre os índios americanos, que tinham práticas de cura desse tipo, Palmer começou a criar um conhecimento mais científico sobre essas manobras, o que originou a escola chamada de quiroprática.

    Adair – Professor, o senhor conhece um palestrante chamado Edson Hiroshi?

    Sim, conheço.

    Ele é muito amigo de um professor quiroprático. Quando eu fiz um curso de agricultura natural com o Edson Hiroshi, ele me levou e eu fiz quiroprática com ele. Aprendi quiroprática. Então eu usei muito, até agora eu uso, com a minha família. Às vezes eu acerto, às vezes não acerto...

    Foi bom você ter tocado nisso. Isso pode ser a habilidade... o contato que você tem, e desenvolveu ao longo do tempo. Mas às vezes você faz um ajuste e não melhora o quanto você achou que deveria melhorar. Ou até melhora por um tempo determinado e volta. Aí é que entra a minha abordagem corporal...

    ...Eu fiz essa magnetoterapia também. Fiz diversos cursinhos...

    Na Índia é muito comum...

    ... magnetoterapia, radiônica, psicotrônica, quiroprática, e esse curso com o Edson Hiroshi. Eu fiz há uns oito anos atrás. E então eu em mim mesma não vou fazer. E a minha família não sabe fazer. Eu tinha até esquecido disso, mas, como eu tenho uma saúde muito boa, graças a Deus, (...) nunca fiquei doente. Agora, de uns tempos para cá apareceu em mim um sintoma assim: alfinetadinhas nos pés, só do tornozelo para baixo, e nas mãos, só quando eu deito e quando estou cansada. Pontinhas de agulhas nos dedos. Eu faço uma massagem, ou meu marido, e passa um pouquinho mas aí começa de novo. Agora, tem temporadas em que desaparece. Fui num médico normal, num posto, e ele falou que desconfia que o meu problema é de coluna. Como não é a área dele, ele não fez nada e não receitou nada.

    Aqui, se você for pensar dentro da quiroprática, pode haver duas áreas interferindo com isso. Uma delas é a base do pescoço, porque é daqui que saem os grandes nervos que vão para os braços e para as mãos. Eles podem, se existir interferência, produzir formigamento, perda de força, dor inclusive pelo braço, tendinite, problema de pulso, etc. Outra área que comandaria isso seria essa parte lombar, baixa, que tem enervações que vão até o pé.

    Pode ser alguma coisa bem mais simples que isso. Normalmente os formigamentos em extremidades, ou pés e mãos frios, podem ser resultado de uma tensão muscular alta.

    (voz masculina) Pode ser má circulação, também?...

    Má circulação por causa de uma tensão muscular. (...) Procure então se lembrar se esses períodos em que você tem o problema coincidem com períodos em que há muita agitação, de stress mesmo.

    Conforme a posição em que a gente coloca o braço, pendurado assim, passa. Quando eu coloco assim (para cima), dói. Isso me atrapalha muito porque eu gosto de ler, e quando eu pego o livro assim, com o braço levantado, já começa a agulhadinha no dedo.

    Isso é uma pista que me faz pensar que não seja do nervo, mas sim da circulação. Então aí estariam envolvidos mais os músculos. As vezes eles (os médicos) não acham o problema, porque não é exatamente a área de que eles se ocupam.

    (...)

    Dá para imaginar que seja a musculatura muito tensa, e isso você trabalha com massagem, ou com alongamento, ou até mesmo a ioga, que podem regular essa contração excessiva do músculo, e melhorar o fluxo do sangue. Uma contração muscular também comprime os vasos sangüíneos que estão dentro do músculo, impedindo que o sangue circule direito.

    Carlo Corabi – Pode ser também um problema ósseo, decorrente de desenvolvimento de artrite, ...

    Pode, pode. É tudo uma questão de se pesquisar direito.

    Carlo – outro ponto, é só uma dúvida... Se a gente está falando de impulsos nervosos, inclusive toda a musculatura funciona assim através da transferência de carga elétrica, não é? Dentro dessa quiroprática não há uma interpretação em termos energéticos? Eu digo no caso de situação, de fluxo energético, se isso está...

    Energéticos, você quer dizer em termos de impulsos nervosos?

    Sim.

    Acontece que esse é o fundamento da quiroprática. Você tem o cérebro, de onde sai a medula e as várias raízes que vão distribuir os impulsos nervosos para cada célula do corpo. Não importa onde ela esteja, ela estará conectada com o cérebro. Então qualquer bloqueio neste fluxo, os grandes bloqueios, que geralmente acontecem aqui, na região da coluna, porque é onde tem mais articulações. Cada vértebra é um tijolinho com quatro articulações, duas para cima e duas para baixo, que pode interferir com essa enervação. Estaria acontecendo exatamente isso: a corrente de impulsos elétricos estaria sendo modificada ou impedida. Modificada no sentido de que faria o órgão trabalhar mais do que deveria, ou menos do que deveria.

    No exemplo que eu dei do meu pai, da gastrite, o estômago estaria sendo forçado a produzir os ácidos digestivos mesmo quando não precisaria. (...) O sujeito tem uma hipofunção ou uma hiperfunção naquele determinado órgão.

    Esse é o conceito básico da quiroprática. Essa transmissão de sinais, em que qualquer interferência produz modificação nele.

    Fernando Gramaccini – Na medicina chinesa existe uma relação entre emoções e órgãos. Quando um órgão é atingido ele manda todo esse caminho de volta, que você está falando, pelos terminais nervosos até ali na coluna, e de lá para o cérebro, ou não, no caso das emoções. Por exemplo, a pessoa tem uma forte tristeza, pode ter até uma diabetes como foi dito ali. Isso traria algum reflexo na coluna, ou no sistema muscular?

    Sim. Poderia acontecer. No caso específico que você deu, tristeza, na medicina chinesa tristeza está relacionada sabe com que órgão?

    Pulmão?

    Pulmão. Geralmente grandes perdas, que envolvem uma grande dose de tristeza, podem desenvolver uma pneumonia. Você pode ter um órgão afetado através de uma emoção, (isso dentro da perspectiva da medicina chinesa) produzindo uma disfunção, e dessa forma, produzindo impulsos irregulares, poderia estar criando uma sobrecarga de impulsos na junção daquela raiz nervosa que está entrando na medula. Aqui provocando uma irritação que poderia até criar um desposicionamento, uma disfunção de movimento daquela vértebra.

    Fernando – Se você corrigir isso pela quiroprática, não necessariamente você corrige o problema da tristeza...

    Aliviaria, mas não corrigiria.

    ... porque a causa tinha que ser trabalhada psicologicamente.

    Porque acho que aí a abordagem principal teria que ser no fator mental do triângulo. No exemplo, em que se desenvolveu uma pneumonia, a primeira coisa a fazer é olhar pelo lado do bioquímico mesmo. Ir a um médico para tratar da condição da pneumonia, que pode ser grave, pode levar a óbito. Depois, para que ela possa melhorar, é preciso trabalhar esse lado mental também. Neste caso trabalhar a estrutura seria apenas um paliativo, que ajudaria, mas que duvido que melhorasse significativamente.

    Fernando - Mas se você manusear o corpo de uma pessoa, voc6e pode levantar todos os problemas que ela tem, ou avaliar em linhas gerais?

    Existem técnicas que permitem isso. Gostei da sua pista. Vou aproveitar para dar uma outra passada geral no assunto.

    Abordagens corporais podem entrar por três vias, tal como eu classifico para meu uso. Há a abordagem médico-fisioterápica, que é onde eu desenvolvo o meu trabalho principalmente, com corpo, músculo e articulação. Existe a abordagem energética (naturalmente pela orientação apenas de quem está trabalhando), como é o caso da medicina oriental.

    Fernando - Seria o caso da acupuntura?

    Acupuntura, - vamos ficar na abordagem da terapia corporal – shiatsu, do-in, heiki, talvez. São abordagens que se direcionam a manusear a condição energética da pessoa. Como a acupuntura vai regular fluxos energéticos, não necessariamente os impulsos nervosos, que vão além daquela concepção de Yin/Yang.

    Fernando - Mas tem interferência no impulso nervoso?

    Tem. Inclusive você pode tratar várias coisas com a acupuntura. A gama de tratamentos é muito grande.

    E uma outra abordagem, que é onde eu queria chegar quando você falou das emoções, é a transformacional. Ela visa mais o mental, para trabalhar principalmente a conexão psico-física. É aquela inter-relação que existe entre a mente e o corpo, psiquê e soma. Existem técnicas voltadas para isso, que vão trabalhando o corpo e, através do que vão encontrando, as partes mais rígidas e encouraçadas, vão tentando trazer à tona emoções ou traumas.

    Exemplos dessa área você tem na bio-energética. Tem uma linha de trabalho bem corporal que costuma disparar muitas reações emocionais, que é o Rolfing. E tem várias outras.

    Fernando - ... e só terminando, eu gostaria de perguntar se no caso, quando você vai pela sua linha, o problema das couraças ... de Reich, que a bioenergética ... quer dizer, quando você mexe só no físico, necessariamente você não desfaz a couraça?

    Eu falei que essa abordagem , é uma conceituação que eu uso, essa divisão em três abordagens, é só para dizer qual é a orientação principal da pessoa. Na minha orientação principal é aqui – médico-fisioterápica. Mas eu vou estar mexendo aqui com certeza (energética e transformacional). O exemplo que eu dei do médico que foi trabalhando um trauma de culpa que aflorou ao longo da terapia, me fez até receber um recado da mãe do paciente, que reclamou que estava tendo que refazer as barras de todas as suas calças, pois o desvio que eliminamos deixava uma de suas pernas mais curta que a outra.

    Fernando – Só que no outro caso seria mais de auto-conhecimento psicológico...

    Aqui também. Voltar-se para dentro, por isso é que eu chamo de transformacional. Voltar-se para dentro e explorar o seu próprio interior. (...) Criando modificações desse aspecto, mudanças da estrutura também. Com essa divisão eu só quero determinar qual é a porta de entrada que estamos usando.

    Pergunta - Pessoas que sentem dor de cabeça podem procurar esse tratamento?

    Podem. 95% das dores de cabeça têm origem na musculatura, dos ombros, pescoço e dessa capa de revestimento da cabeça, com os músculos da face e do couro cabeludo. Podem estar vindo de mais longe, também. É por isso que eu misturo a quiroprática com a teoria dos pontos-gatilho. Você pode ter um desarranjo na parte baixa, lombar, e a sua coluna, ao tentar consertar isso pode terminar causando pressão aqui em cima. Você vai ter irritação numa enervação alta, por causa da posição forçada, afetando os músculos e disparando a dor de cabeça.

    Os outros 5% são problemas médicos. A simples manipulação do corpo, externamente, não vai atuar sobre estes casos.

    É sempre bom que a pessoa vá primeiro fazer um bom exame médico, para saber o que exatamente ela tem. Às vezes você não deve nem entrar com nenhum trabalho corporal, porque você pode piorar a coisa. Certa vez, por exemplo, uma pessoa me ligou dizendo que tinha uma forte dor nas costas, dificultando seus movimentos. Quando eu perguntei quando havia começado a dor, me respondeu que foi quando caiu do telhado. A queda poderia ter trincado um osso - uma vértebra, por exemplo. Se eu entrasse com a quiroprática, num ajuste lombar, eu poderia estar transformando um trincado numa fratura.

    É sempre bom passar pelo médico. Nos Estados Unidos raramente um terapeuta corporal inicia um trabalho com alguém que não tenha feito uma bateria de exames médicos antes. Aqui isto não acontece com freqüência, o que acontece é que uma pessoa, quando chega para uma terapia corporal, já fez todo o circuito médico. Já fez exame radiográfico, tomografia, ressonância, e quando chega ao terapeuta corporal já traz um volume imenso de exames. Conhecendo esse quadro trazido pelos exames, o terapeuta já se orienta sobre o que pode ser feito e sobre o que deve ser evitado.

    Uma dor nas costas, por exemplo, pode ter origem numa vesícula. Uma vesícula com um cálculo. Pode ser que exista uma irritação aqui e a dor se espalha por essa área. Mexendo com massagem, com quiroprática, pode até aliviar, mas não vai ser satisfatório enquanto não resolver aquele problema, que é o cálculo da vesícula.

    Isso vale até mesmo para técnicas que trabalham com os reflexos – a reflexologia dos pés, em que cada areazinha dos pés representa uma parte de nosso corpo – há uma técnica dentro da terapia corporal que vai manipulando só essas áreas do pé para produzir efeitos dentro do organismo. Tenho uma amiga que é especialista nisso, e ela estava trabalhando a avó dela na sola do pé. A área que representa a vesícula estava muito dolorida. Um exame médico revelou uma pedra imensa na vesícula, que exigiria uma cirurgia para sua extração. Se ela tivesse insistido na manipulação, o impulso poderia fazer com que a vesícula tentasse expulsar o que estava fazendo mal para ela, o que no caso implicaria provavelmente num entupimento do canal de saída da bílis, o que traria conseqüências muito mais graves para a paciente.

    (...)

    Pergunta - ... É natural, quando você entra muito para dentro de si mesmo, a respiração cessa...

    Ela se altera. Eu não sei se cessa. Nunca vi um caso desses. Mas se cessar com certeza a pessoa sai do estado de introspecção, mas a respiração sempre muda quando a gente muda o nosso estado de consciência. (...) Quando você está mais voltado para si memso, especialmente para os sentimentos, a respiração fica mais ampla, lenta, e mais baixa. É mais ventral. E aí a pessoa tem até uma certa dificuldade para falar, porque ela está tão mergulhada no sentimento que ela não articula muito bem as palavras. A palavra é um domínio de outro nível. É mais do auditivo e do visual. E o sentimento não tem palavras. É difícil. Você já tentou descrever um sentimento com palavras? Se não for um poeta, vai ser difícil.

    Rose Mary - Eu queria saber se no seu trabalho você também trabalha com os canais de energia que a gente tem, o que você pode falar sobre isso?

    Não é a minha abordagem. Essa abordagem ficaria aqui, na energética. Eu estudei a acupuntura, que cheguei a praticar um pouco, antes de terminar o meu curso de terapia corporal. Eu havia estudado por dois anos numa escola de técnicas de reabilitação, onde se aprendia a fazer massagem, duas modalidades de massagem, e uma delas era o shiatsu, que usa os conceitos dos pontos de acupuntura e dos fluxos de energia nos meridianos. Depois eu vima conhecer a quiroprática e acabei, aos poucos, sem intenção premeditada, seguindo por esse caminho médico-fisioterápico.

    De vez em quando eu penso nessas relações, mas acabei me afastando desse estudo, no meu trabalho. De brincadeira eu digo que meu sadismo me permite que eu esprema, aperte, estale as pessoas, mas não chega ao ponto de me permitir espetá-las.

    Mas se você pudesse sentir essa energia, se ela está Yin ou Yang, isso não facilitaria o seu trabalho?

    Facilitaria. Eu conheço pessoas que fazem uma abordagem mista entre a quiroprática e a parte energética. (...)


  • Esta transcrição foi gentilmente cedida pela presidência da
    Loja Teosófica Liberdade - São Paulo - SP. Clique neste link para visitá-la!


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