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  • NOSSA RELAÇÃO

    COM AS CRIANÇAS

    C.W.Leadbeater

     

    ÍNDICE

    Introdução

    Nos Países Orientais

    É Preciso Mais Compreensão

    A Criança e a Reencarnação

    Modelando o Futuro da Criança

    Reforçando o Bem

    Como Funciona o Pensamento

    A Responsabilidade do Professor

    Crianças São Egos

    Teosofia Para Crianças

    Treinamento Físico e Pureza

     

    INTRODUÇÃO

    Não pode ser negado que do ponto de vista teosófico o assunto de nossas relações com as crianças é de inexcedível importância prática. Percebendo, como deveríamos, o propósito pelo qual o Ego (o eu relativamente permanente, não a personalidade) desce à encarnação, e sabendo tão profundamente que a consecução daquele objetivo depende do treinamento dado aos seus vários veículos durante sua infância e crescimento, não podemos mais que sentir, se ponderarmos nisso, que uma tremenda responsabilidade recai sobre nós que de algum modo estamos ligados a crianças, seja como pais, parentes mais velhos, ou professores. É bom, portanto, que consideremos quais sugestões a Teosofia pode nos dar para que melhor desempenhemos essa responsabilidade.

    Pode parecer presunçoso que um solteiro se aventure a oferecer sugestões a pais sobre um assunto que é tão específico deles; assim eu devo, talvez, prefaciar tais recomendações que desejo dar dizendo que, ainda que eu não tenha gerado nenhuma criança, sempre tive grande simpatia por elas, e estive em estreita relação com elas ao longo de quase toda a minha vida - por muitos anos como professor de uma escola dominical, depois como clérigo, administrador de escola e preparador de coro, e diretor de uma grande escola de meninos. Assim é que eu, de todo modo, falo de uma experiência longa e prática, e não meramente teorizo.

    Antes de fazer sugestões, entretanto, eu gostaria de chamar a atenção à atual condição de nosso relacionamento com crianças no ambiente da civilização européia. Nossas crianças olham as pessoas adultas (em sua maioria) com uma hostilidade muito mal disfarçada, ou, na melhor das hipóteses, com uma espécie de neutralidade armada, e sempre com profunda desconfiança, como se fossem estrangeiros cujos motivos são incompreensíveis a elas, e cujas ações estão perpetuamente interferindo do modo mais injustificável e aparentemente malicioso no seu direito de se divertirem à sua própria maneira. Eu recomendaria encarecidamente a cada pai que lesse The Golden Age, de Kenneth Grahame; ele apresenta o ponto de vista das crianças melhor do que qualquer outro livro que eu conheça.

    Muitas vezes o homem, ou mulher, pensa nas crianças apenas como sendo barulhentas, sujas, famintas, desajeitadas, egoístas e geralmente impertinentes; e nunca percebe que pode haver uma boa dose de egoísmo neste seu ponto de vista, e que se alguma parcela de seu juízo for verdadeira, a culpa não terá sido tanto das próprias crianças mas da maneira irracional com que têm sido criadas; mais ainda, que em qualquer caso seu dever não é alargar ainda mais o abismo entre elas e ele mesmo adotando uma atitude de aversão ou desconfiança, mas é antes procurar melhorar o estado das coisas com uma gentileza sábia e afetuosa, amizade paciente e simpatia.

    Seguramente há algo errado em relações tão insatisfatórias; seguramente alguns melhoramentos devem ser feitos nessa condição deplorável de hostilidade mútua e desconfiança. É claro, há honrosas exceções - há crianças que confiam em seus professores e professores que confiam em seus alunos, e eu mesmo jamais encontrei qualquer dificuldade em ganhar a confiança dos jovens ao tratá-los adequadamente; mas em um número infelizmente grande de situações o caso se apresenta como descrevi.

    NOS PAÍSES ORIENTAIS

    Que isso não precisaria ser assim é evidenciado não só pelas exceções mencionadas acima, mas pelas condições nessa matéria que encontramos existindo em algumas regiões orientais. Eu ainda não tive o prazer de visitar o Japão, mas ouço dos que lá já estiveram e fizeram alguma pesquisa nesse assunto, que não há país no mundo onde as crianças sejam tratadas tão bem e com tanta sensibilidade - onde as relações com os mais velhos são as mais completamente satisfatórias. A aspereza, dizem, é completamente desconhecida, e as crianças de modo algum se prevalecem da gentileza dos mais velhos. Na Índia e no Ceilão também, de modo geral, as relações entre crianças e adultos são certamente mais racionais que as costumeiras na Inglaterra, ainda que eu tenha ocasionalmente visto lá situações de severidade indevida, que mostram que estes países ainda não atingiram um nível tão alto como o Japão a esse respeito.

    Sem dúvida isso é em parte devido a diferenças de raça. A criança oriental geralmente não tem o espírito irrefreavelmente animalesco e a intensa vitalidade física de seus semelhantes ingleses, nem tem a sua profunda aversão ao esforço mental. Por estranho e incompreensível que isso possa soar aos ouvidos de um escolar britânico, a criança indiana é realmente ávida de aprender, e sempre está disposta a fazer qualquer quantidade de trabalho escolar extra-classe a fim de progredir mais rapidamente. Não é injusto, a respeito do menino inglês médio, afirmar que ele considera a brincadeira como a parte mais importante de sua vida, e que ele vê as lições nitidamente como um aborrecimento que deve ser evitado o mais possível, ou talvez como uma espécie de jogo que ele tem que jogar contra o professor. Se este é capaz de fazê-lo aprender qualquer coisa, é um ponto para o lado da autoridade: mas se ele de algum jeito puder escapulir sem assistir à aula, então o ponto é dele. No oriente uma tal criança seria uma exceção e não a regra; a maioria delas está realmente ansiosa de aprender, e cooperar inteligentemente com seu professor em vez de oferecer-lhe uma resistência constante, ainda que passiva.

    Talvez se eu relatar um pequeno incidente que testemunhei mais de uma vez no Ceilão, isso possa auxiliar meus leitores a entender quão diferente de fato é a atitude da criança de uma raça oriental. Leitores de As Mil e Uma Noites lembrarão o quão constantemente acontece de estar algum rei ou outra eminência concedendo audiência, e um transeunte casual - talvez um porteiro ou um mendigo - adentra o recinto e oferece sua opinião no assunto em julgamento, e é polidamente ouvido, em vez de ser sumariamente preso ou expulso da sala por tal quebra de protocolo.

    Por impossível que isso nos pareça, era sem dúvida absolutamente verdadeiro, e em escala menor esse tipo de coisa ainda ocorre em nossos dias, como eu próprio tenho visto. Aconteceu, no decorrer de meu trabalho, de viajar entre as vilas do Ceilão, tentando induzir seus habitantes a apreciar as vantagens da educação, e a fundar escolas nas quais suas crianças pudessem ser ensinadas sistematicamente sobre sua própria religião em vez de serem entregues ou à instrução mais informal dos monges nas pansalas1 (1 residência dos monges - N. do Trad.), ou aos esforços proselitistas dos missionários cristãos.

    Ao chegar numa vila, indaguei por seu chefe, e pedi-lhe que convocasse os habitantes para ouvir o que eu tinha a dizer; e depois da comunicação os líderes locais comumente se reuniam num tipo de conselho, para decidir onde e como sua escola deveria ser construída e como eles poderiam se preparar melhor para o trabalho. Tal conselho era geralmente reunido na varanda da casa do chefe local, ou sob alguma grande árvore nas cercanias, com todo o povo da vila reunido em torno dos debatedores.

    Mais de uma vez em tais ocasiões eu vi um menininho de dez ou doze anos postar-se respeitosamente diante das grandes autoridades de seu pequeno mundo, e sugerir, com deferência, que se a escola fosse erguida em tal lugar proposto seria por demais inconveniente para tais e tais crianças assistir às aulas; e em todos os casos o menino foi tratado exatamente como um adulto teria sido, as autoridades locais ouvindo cortês e pacientemente, e dando o devido peso aos argumentos do jovem. O que aconteceria se na Inglaterra um pequeno filho de camponês oferecesse publicamente sugestões a magnatas da região reunidos em assembléia solene, dificilmente alguém pode imaginar; provavelmente a expulsão da criança fosse sumária e desagradável; mas de fato a situação é absolutamente impensável sob as nossas condições presentes - o que é deplorável!

    É PRECISO MAIS COMPREENSÃO

    Mas como, pode ser perguntado, se propõe que essa situação de mútua desconfiança e mal-entendido deva ser melhorada? Bem, é evidente que nos casos onde este hiato já exista, ele poderá ser transposto somente com uma invariável delicadeza, e com esforços graduais, pacientes e constantes em direção a promover um melhor entendimento através de pronta demonstração de afeto altruísta e de simpatia; de fato, habituando-nos a nos colocarmos no lugar da criança e tentando perceber exatamente o modo como essa questão aparece a elas. Se nós, que somos adultos, não tivermos ainda esquecido inteiramente nossa própria infância, faremos muitas mais concessões às crianças de hoje, e as entenderemos e trataremos muito melhor.

    Este é, entretanto, muito nitidamente um dos casos em que velhos ditados falam bem, dizendo que a prevenção é o melhor remédio. Se tivermos o pequeno incômodo de iniciar com o passo certo com nossas crianças, facilmente seremos capazes de evitar o indesejável estado de coisas que acabamos de descrever. E aqui é exatamente onde a Teosofia tem uma orientação valiosíssima a oferecer àqueles que desejam seriamente cumprir para com os jovens o dever que lhes foi confiado.

    É claro, a natureza absoluta deste dever dos pais e professores em relação às crianças deve antes de tudo ser reconhecido. Não podemos insistir com maior força ou maior freqüência que a paternidade é uma responsabilidade extraordinariamente pesada de natureza religiosa, por mais leviana e inconscientemente que seja desempenhada. Aqueles que trazem uma criança para o mundo se fazem diretamente responsáveis perante a lei do karma pelas oportunidades de evolução que eles devem oferecer àquele Ego, e pesada em verdade será sua penalidade se por negligência ou egoísmo forem postos impedimentos em seu caminho, ou falharem em lhe dar toda a ajuda e orientação que ele tem todo o direito de esperar deles. Mesmo assim quão amiúde os pais modernos ignoram responsabilidade tão óbvia; quantas vezes a criança para eles é apenas origem de tola vaidade ou objeto de negligência irrefletida!

    A CRIANÇA E A REENCARNAÇÃO

    Agora, se queremos entender nosso dever para com a criança devemos primeiro considerar como ela veio a ser o que é - isto é, devemos seguí-la em pensamento até sua prévia encarnação. Mais ou menos mil e quinhentos anos atrás seu filho foi talvez um cidadão romano, talvez um filósofo em Alexandria, talvez um primitivo bretão; mas quaisquer que tenham sido suas circunstâncias externas, ele teve uma constituição própria definida - um caráter contendo diversas qualidades mais ou menos desenvolvidas, algumas boas e outras más.

    No devido tempo aquela sua vida chegou ao fim; mas lembremos que de qualquer modo que aquele fim tenha chegado, lentamente por doença ou senilidade, ou com rapidez por algum acidente ou violência, esse evento não provocou nenhuma mudança súbita de nenhum tipo em seu caráter. Um curioso equívoco parece prevalecer em muitos lugares, o de que o mero fato de morrer transforma de imediato um demônio num santo - que, qualquer que possa ter sido a vida de um homem, no momento em que ele morre se torna praticamente um anjo de bondade. Nenhuma idéia poderia estar mais longe da verdade, como aqueles cuja linha de trabalho está no auxílio aos desencarnados sabem muito bem. Abandonar o corpo físico não altera sua disposição mais do que a altera tirar seu casaco; ele é precisamente o mesmo homem no dia seguinte à sua morte do que foi no dia anterior a ela, com os mesmos vícios e as mesmas virtudes.

    Na verdade, agora que ele está funcionando somente no plano astral ele não tem as mesmas oportunidades de demonstrá-las; mas ainda que as manifeste na vida astral de um modo muito diferente, elas estão ainda lá, e as condições e duração desta vida são seu resultado. Neste plano ele deve permanecer até que a energia ativada por seus desejos e emoções inferiores durante a vida física tenha se esvaído - até que o corpo astral que construiu para si mesmo tenha se desintegrado; pois só então ele poderá deixá-lo para adentrar as paragens mais elevadas e pacíficas do mundo celestial. Mas ainda que aquelas paixões particulares estejam por enquanto esmorecidas e extintas, os germes nele daquelas qualidades, os que as tornaram passíveis para ele de existir em sua natureza, ainda estão lá. Eles estão latentes e inativos, com certeza, porque desejos de tal espécie requerem matéria astral para sua manifestação; é o que Madame Blavatsky uma vez chamou de "privação de substrato", mas eles estão muito prontos a entrar em atividade renovada, se estimulados, quando o homem novamente se encontrar sob condições onde eles possam agir.

    Uma analogia poderá, talvez, se não a levarmos muito longe, ser de utilidade ajudando-nos a captar essa idéia. Se um pequeno sino fosse posto a tocar continuamente dentro de um recipiente hermeticamente fechado, e o ar fosse retirado pouco a pouco, o som se tornaria cada vez mais fraco, até ficar inaudível. O sino ainda estaria tocando tão vigoroso quanto antes, ainda que sua vibração não pudesse mais se manifestar aos nossos ouvidos, porque o meio somente pelo qual pode produzir qualquer efeito sobre eles está ausente. Introduza-se de novo o ar dentro do recipiente, e de imediato ouviríamos o som da sineta exatamente como antes.

    Similarmente, há certas qualidades na natureza do homem que necessitam de matéria astral para sua manifestação, como o som precisa ou do ar ou de alguma matéria mais densa para ser veiculado; e então, no processo de retirar-se para dentro de si mesmo depois daquilo que chamamos morte, ele deixa o plano astral e passa ao mental, aquelas qualidades não podem mais ter expressão, e devem com isso forçosamente permanecer latentes. Mas quando, séculos mais tarde, no seu curso descendente para a reencarnação ele volta ao plano astral, essas qualidades que ficaram inativas por tanto tempo se manifestam uma vez mais e se tornam tendências da nova personalidade.

    Igualmente há qualidades mentais que precisam para sua expressão de matéria dos planos mentais inferiores; e quando, passado seu longo repouso no mundo celestial a consciência do homem se retira para dentro de seu verdadeiro Ego nos planos mentais superiores, essas qualidades também entram em latência.

    Mas quando o Ego está quase a reencarnar, ele tem que reverter esse processo de introspecção - para descer através dos mesmos planos por onde subiu em sua jornada ascendente. Quando o tempo de sua manifestação chega, posta-se primeiro nos níveis inferiores de seu próprio plano, e procura expressar-se lá até o máximo que lhe seja possível naquela matéria menos perfeita e menos plástica.

    A fim de que possa expressar-se e funcionar naquele plano ele deve revestir-se da matéria do plano, como o fazem as entidades dos círculos espiritistas, quando desejam mover objetos físicos, materializam temporariamente uma mão física pela qual atuam, ou de qualquer modo, empregam forças físicas de algum tipo para produzir seus resultados. Não é de modo algum necessário que tal mão seja materializada o suficiente para ser visível à nossa embotada visão normal. Mas para produzir um resultado físico deve haver materialização em alguma medida - pelo menos até o nível etérico.

    Assim o Ego agrega ao redor de si matéria do plano mental inferior - a matéria que depois se tornará seu corpo mental. Mas essa matéria não é recolhida ao acaso; ao contrário, desse reservatório tão variado e inesgotável em seu redor ele atrai a si apenas uma combinação tal que seja perfeitamente adequada para dar expressão às suas qualidades mentais latentes. Exatamente da mesma forma, quando ele desce mais um pouco até o plano astral, a matéria daquele plano que é pela lei natural atraída a ele para servir como seu veículo naquele mundo, é exatamente aquela que dará expressão aos desejos que foram seus no encerramento de sua última vida. De fato, ele reassume sua vida em cada plano exatamente do jeito que a deixou na última passagem.

    Observe-se que aquelas não são de modo nenhum qualidades ativas; são simplesmente os germes de qualidades, e por ora sua única influência é assegurar-lhes um possível campo de manifestação, provendo matéria adequada para sua expressão nos vários veículos da criança. Se eles virão a se desenvolver uma vez mais nesta vida como as mesmas definidas tendências da vida pregressa, dependerá amplamente do estímulo ou repressão dado a eles pelo ambiente da criança durante seus primeiros anos. Qualquer um deles, os bons ou os maus, podem ser prontamente chamados à atividade pelo estímulo, ou de outra forma podem ser, como o são, atrofiados na carência daquele estímulo. Se encorajados, tornam-se na vida atual do homem um fator mais poderoso do que na existência anterior; se reprimidos, passam toda a vida meramente como germes não frutificados, e não aparecem mais na encarnação subseqüente.

    Esta é, pois, a condição da criança quando recém chega aos cuidados de seus pais. Não pode ser dito que já possua um corpo mental ou um corpo astral definidos, mas ela tem em torno e dentro de si a matéria da qual serão construídos.

    Ela possui tendências de todos os tipos, algumas delas boas e outras más, e é de acordo com o desenvolvimento dessas tendências que aquela construção será regulada. E esse desenvolvimento por sua vez depende quase inteiramente das influências que lhe chegam de fora durante os breves primeiros anos de sua vida.

    MODELANDO O FUTURO DA CRIANÇA

    É simplesmente impossível exagerar a plasticidade desses corpos não formados. Nós sabemos que o corpo físico da criança, se seu treinamento já iniciar em uma idade suficientemente precoce, pode ser modificado em considerável extensão. Um acrobata, por exemplo, tomará um menino de cinco ou seis anos, cujos ossos e músculos não estão ainda tão enrijecidos e firmemente definidos como os nossos, e gradualmente acostumará seus membros e corpo para assumirem confortavelmente todos os tipos de posturas, que seriam absolutamente impossíveis para a maioria de nós mesmo com muito treino. Pois nossos próprios corpos na mesma idade não diferiam em nenhum ponto essencial em relação ao daquele menino, e se lhes tivessem sido propostos os mesmos exercícios teriam se tornado tão flexíveis e elásticos como o seu, mas agora que já se estabilizaram definitivamente nenhum esforço que pudéssemos fazer, por mais continuado que fosse, poderia lhes dar a mesma cômoda flexibilidade.

    Agora, se o corpo físico da criança é assim tão plástico e suscetível de ser impressionado, seus veículos astral e mental o são muito mais. Eles estremecem em resposta a cada vibração que encontram, e são avidamente receptivos a respeito de todas as influências, sejam boas ou más, que emanam daqueles em seu redor. E eles se assemelham ao corpo físico ainda em outra característica - que se em tenra idade eles são tão suscetíveis e tão facilmente moldados, eles muito rápido se definem e enrijecem e adquirem hábitos definidos, que uma vez firmemente estabelecidos podem ser alterados só com grande dificuldade.


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