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  • AS HOSTES ANGÉLICAS

    Geoffrey Hodson 

    *

     

    CONTEÚDO
    Prefácio
    Introdução
    Parte I
    Capítulo 1
    A Consciência Angélica
    Capítulo 2
    O Credo dos Anjos
    Parte II
    Capítulo 3
    A Terra e os Espíritos da Terra
    Capítulo 4
    O Fogo e os Espíritos do Fogo
    Capítulo 5
    A Água e os Espíritos da Água
    Capítulo 6
    O Ar e os Espíritos do Ar
    Parte III
    Capítulo 7
    A Vida Única
    Capítulo 8
    A Senda Ensolarada até Deus
    Capítulo 9
    O Culto ao Sol
    Parte IV
    Capítulo 10
    O Logos
    Capítulo 11
    A Luz do Sol Espiritual

     

    PREFÁCIO 

    HÁ vinte anos [este livro foi escrito no início do século XX " N.T.] atrás teria sido difícil supor que acreditar na existência de anjos e fadas seria algo tão largamente aceito como é hoje. A visão de mundo das pessoas sofreu tamanha modificação que elas já estão bem menos dispostas a rejeitar ridicularizando as idéias não familiares. Há poucos dias eu estava lendo sobre uma máquina, desenvolvida por uma conceituada firma de produtos elétricos, que abria portas, acionava um ventilador elétrico, operava um aspirador, engraxava sapatos e executava outras ações através do comando de voz. O princípio era muito simples " o da vibração simpática " e um conjunto de diapasões servia como seletores de som. A ciência tem produzido tantas maravilhas que seus expoentes podem ser considerados taumaturgos; em conseqüência, as pessoas estão menos inclinadas do que estavam há poucos anos a negar a existência do que lhes é até agora simplesmente desconhecido.

    Alguns anos atrás o Dr. Evans Wentz, graduado em ciências e outras disciplinas em várias universidades americanas e européias, veio para a Inglaterra e recolheu histórias folclóricas a respeito de fadas. As evidências que ele acumulou foram tão impressionantes que ele se convenceu de sua existência, e publicou seus registros em um livro excepcionalmente interessante intitulado Fairy Faith in Celtic Countries (A Crença nas Fadas nos Países Célticos). Algo depois, Sir Arthur Conan Doyle, em The Coming of the Fairies (A Chegada das Fadas), comentou a respeito das notáveis fotografias de espíritos da natureza, investigadas por E. L. Gardner. Nenhuma fraude foi detectada até agora nas condições em que estas imagens foram tomadas.

    Há, de fato, um considerável conjunto de evidências disponível, demonstrando que há aqueles que podem ver e se comunicar com membros do reino angélico. Olhando outro dia uma revista que editei em 1911, encontrei uma referência ao Bispo de Londres, relatando que em Saint Paul, Harringay, crianças de sua congregação viam anjos.

    Tenho seguido com muito interesse os escritos recentes do Sr. Geoffrey Hodson. Aqueles que o conhecem, como eu tive a honra de conhecer por muitos anos, não necessitam nenhuma garantia de sua sinceridade e completa integridade. Sua vida é aplicada no constante serviço de seus irmãos, e seus grandes dons psíquicos naturais são colocados irrestritamente à disposição de investigadores sérios de um lado, e aos muitos que sofrem, de outro. Daí que não posso reivindicar nada semelhante à larga experiência com nossos amigos e colegas anjos como o pode o Sr. Hodson, ainda que eu tenha tido alguma experiência desse tipo. Muito do que afirma o Sr. Hodson está muito além do âmbito de meu conhecimento, mas há certos indícios em seus relatos que claramente o indicam como alguém que teve seu próprio contato com outros mundos e com a evolução Dévica, pois Sr. Hodson, nestes assuntos, em qualquer ponto, vê infalivelmente; possa então ser ouvido com respeito e uma mente aberta. Haverá muitos que encontrarão inspiração nos ensinamentos éticos dados neste livro. 

    J. I. Wedgwood, Bispo.

    Doutor em Ciências pela Universidade de Paris

     



    LOJA TEOSÓFICA VIRTUAL

     INTRODUÇÃO

    O propósito do anjo ao escrever este terceiro volume (o primeiro e o segundo são: The Brotherhood of Angels and of Men - A Fraternidade de Anjos e Homens, e Be Ye Perfect! - Sêde Perfeitos!), é prover uma base a partir da qual possa ser feito um estudo mais detalhado da hierarquia angélica. Seu método de ensino é duplo: ele comunica o assunto diretamente à minha consciência e, adicionalmente, habilita-me a ver os fatos por mim mesmo, tanto quanto minhas limitações o permitam. Ele usa um ou ambos os métodos, de acordo com a natureza do tópico e de minha capacidade de receber a instrução. O ensino correspondente ao fogo, por exemplo, foi recebido a princípio com dificuldade, porque como o sugere a ausência de menção aos espíritos ígneos em meus dois livros sobre as fadas (Fairies at Work and Play " Fadas Trabalhando e Brincando, e The Kigdom of Faerie " O Reino das Fadas), eu não havia tido muito contato com este tipo de espíritos, e conseqüentemente eu tinha pouco ou nenhum embasamento para o discurso.

    Percebendo a dificuldade, o anjo combinou os métodos de comunicação direta com o da elevação de minha consciência até o nível em que os fenômenos descritos (Ver Capítulo IV, Fogo) me fossem visíveis; ao mesmo tempo, ele unificou minha consciência com a sua, de modo que um grande aumento na amplitude de minha visão me foi concedido, e a transferência de idéias tornou-se relativamente fácil. Tentativas de descrever tais inesquecíveis experiências inevitavelmente dão ao escritor uma aguda sensação de fracasso e produzem uma série de paradoxos e contradições no relato da visão.

    Pareceu-me estar submerso com ele em um mar de fogo, que era sólido e que permeava tudo, ainda que fosse translúcido e transparente. Pareceu-me igualmente ver a aparência de girassol do aspecto ígneo do Logos e Seu sistema, como se eu e o anjo estivéssemos em uma de suas pétalas. Ainda que as distâncias e dimensões deste mundo de fogo fossem colossais a ponto de serem fisicamente incompreensíveis e imensuráveis, já nesse nível estavam ao meu alcance, e o fato de eu estar completamente imerso e envolto em uma verdadeira catarata de chamas turbilhonantes não impedia de eu perceber o todo e sua forma, como se eu o estivesse contemplando de cima para baixo. Eu podia detectar sua origem no Sol e ver seus limites onde a ponta de uma pétala tocava o "Anel Não-Passarás" do sistema. Eu não fui capaz de desvendar as relações do Sol físico com o Sol ígneo, mas seu tamanho relativo e luminosidade eram tais que o Sol físico se perderia inteiramente em sua contraparte flamígera.

    Sob a direção do anjo eu me movi neste mundo de fogo, mas por maior que fosse a distância percorrida, mostrava sempre o mesmo aspecto. Subindo ou descendo no mar de fogo, ou cruzando uma grande área de labareda, o sistema continuava a semelhar um girassol, com sua corola voltada completamente para nós. Por mais contraditório que isso possa parecer, soará inteligível àqueles acostumados com a idéia de uma quarta dimensão: no nível fogo, entretanto, as dimensões do espaço são mais de quatro.

    A aparência dos Senhores Solares do fogo era gloriosa e inspirava profunda reverência, Sua estatura deve ser gigantesca. Ainda que não atingissem o tamanho de uma das pétalas principais, postando-se ao redor do coração flamejante da flor como um anel interno de pétalas, eram grandes o suficiente para serem percebidos de pontos próximos à extremidade externa do sistema. Quando nos aproximamos do coração, pudemos perceber que eram verdadeiros colossos solares, e de um dos pontos em que descansamos um só deles preenchia inteiramente nosso campo visual. Suas formas eram nitidamente humanas, ainda que cada célula de seus corpos se assemelhasse mais a uma fornalha rugidora, enquanto labaredas difundiam-se e volteavam incessantes em seu redor. Não fui capaz de distinguir claramente suas faces, e seus olhos eram desviados dos meus, talvez uma misericordiosa providência " mas tive uma impressão de beleza tão profunda quanto de poder. De fato, relembrando a experiência, creio que sua beleza deixou mais indelével impressão que seu poder. Sou atraído para eles por uma beleza tão perfeita que incita meu amor e minha adoração; eles evocam tudo o que há de mais elevado em minha natureza e enchem-me de uma sede, não de revê-los ou ser como eles, mas de uma beleza em abstrato.

    O senso de beleza que recebo deles não deriva tanto da forma, ainda que seus corpos sejam inexprimivelmente belos " tão belos, de fato, que deixam qualquer um espiritualmente sem fôlego " mas tal senso pertence ao ideal abstrato de beleza que eles encarnam.

    Talvez haja uma beleza tão grande que deva ser velada, como se houvesse um fogo tão poderoso e tão quente que devêssemos ser protegidos dele. No mundo-fogo eu percebi a beleza abstrata como um poder vivo, tão potente como o fogo, e percebi que, assim como existe um aspecto-fogo de Deus, igualmente há um aspecto-beleza, igual ao fogo em seu poder regenerativo, transformador e destrutivo; igualmente glorioso, igualmente terrível, igualmente perigoso aos que contemplam sua potência nua. Começo a perceber a verdade do ditado que diz que ninguém pode ver a Deus e viver; o homem pode escalar as alturas da montanha espiritual e a beleza divina pode transfigurá-lo, mas a não ser que esteja preparado para seu poder irresistível, ele pode ser completamente aniquilado.

    No mundo do fogo parece haver um sistema altamente organizado no qual estes perigos são afastados ao máximo. O poder, beleza e glória ilimitados do Logos passam através da hierarquia angélica, que serve como um transformador para os reduzir e moderar, para que os habitantes das regiões inferiores não sejam cegos e destruídos pelo seu poder assustador. Possivelmente a evolução humana funciona de modo semelhante; não posso afirmar, pois não vi distinção entre homem e anjo no mundo-fogo; eu estava consciente apenas do sistema solar e de seus habitantes como um todo. Onde percebia alguma diferença de perfil ou de formato, seja no movimento das energias ígneas ou nos senhores do fogo, também estava ciente ao mesmo tempo de sua unidade essencial como um todo corporativo.

    Creio que subconscientemente " se é que há subconsciência naqueles níveis " eu gravei muitas impressões durante o curto período de tempo físico, talvez uma hora, que pareci gastar naquela região. Eu vi, por exemplo, que as chamas de cada pétala davam a impressão de homogeneidade e unidade, mas um exame mais de perto revelou que eram granulares em substância e consistiam de um fluxo contínuo de mínimas partículas precipitando-se do centro para a circunferência do sistema.

    Variações na densidade eram devidas a uma proximidade maior entre as partículas, e cada partícula se parecia a um átomo físico ultérrimo (Vide Occult Chemistry - A Química Oculta, de A. Besant e C.W. Leadbeater), e girava à medida que se movia. Estes átomos de fogo passavam por nós a uma velocidade incalculável, porque as distâncias naquele reino são desconhecidas; ainda assim eu parecia possuir o poder de examinar um único grânulo como se ele estivesse imóvel, pois seu rodopio e rapidez de movimento não constituíam barreiras ao meu exame.

    Eu trouxe uma impressão tridimensional da região do fogo, ainda que, considerando que fisicamente eu estava ditando, com o auxílio do anjo, enquanto minha consciência ainda permanecia naquele nível, eu lembro que aparentemente minha percepção se expandiu para uma infinidade de dimensões. Não obstante, enquanto escrevo agora, minha lembrança é de estar sobre a pétala de um girassol composto de fogo, olhando para seu centro, abaixando-me e recolhendo uma porção da pétala em minha mão para examinar sua textura e descobrir se sua energia era contínua ou interrupta.

    Como as muitas lacunas e imperfeições deste livro atestam, ainda estou muito longe da perfeição nesta técnica de trabalho, mas acredito que possa desenvolvê-la com a prática. A recepção do ensino do anjo sempre produz uma iluminação, uma expansão de consciência, um estado de felicidade e harmonia e um vívido sentimento de "correção" através de todos os meus veículos. O privilégio de servir deste modo dificilmente pode ser superestimado, e vislumbro um tempo em que muitos outros estudantes assumirão este trabalho e nos enriquecerão com informações suplementares, ensinos mais iluminadores, e uma expressão mais perfeita das indefiníveis qualidades de beleza e vitalidade que são características tão proeminentes da hierarquia angélica.

     

    PARTE -I-

     

    Capítulo 1

    A CONSCIÊNCIA ANGÉLICA

    A atitude dos anjos em relação a Deus difere radicalmente da do homem. Eles não concebem a existência de uma consciência personalizada individual central, mas antes de uma força vital [life-force, no original. Esta tradução para esta expressão será doravante empregada sempre " NT] ou energia universalmente difusa, um poder inteligente que embebe todo o sistema, forma e anima cada átomo, e preenche todo o espaço entre as formas, seja átomo, planeta ou sol.

    Ainda que reconheçam este poder como uma imanência onipresente, também vêem a si mesmos como parte dele e como suas encarnações, e não conhecem nenhuma outra inteligência do que esta pela qual suas atividades são guiadas. A característica predominante de suas consciências é a percepção da unidade entre si e com aquela fonte central; egoísmo, separatividade, desejo, possessividade, ódio, medo, revolta ou amargura são impossíveis para eles, porque o conhecimento da unidade de toda a vida forma o pano de fundo de toda sua existência. Eles são encarnações vivas da unidade, e expressam à perfeição, cada um em seu nível, todas as qualidades de caráter que naturalmente se harmonizam com e resultam desta percepção.

    Todos os anjos são instintivamente amorosos, ainda que seu amor seja muito mais impessoal que o amor humano; eles vêem no objeto de sua afeição não uma forma desejável ou um caráter pessoal atraente, mas uma outra encarnação da mesma força vital que os inspira. Reconhecendo uma mesma fonte de vida e uma semelhança de propósitos, eles derramam sobre o objeto de sua afeição um amor impessoal, combinado com reverência e um certo reconhecimento espiritual da identidade de essência. Na vida dos anjos não há nada que corresponda ao afeto físico que o homem expressa. Eles demonstram seu amor entre si, pelo homem e pela Natureza através de vívidos lampejos de cor, expandindo e mesclando suas auras e através de uma estreita identificação mental com todos os sonhos, esperanças, capacidades, qualidades de caráter e propósitos fundamentais do ser amado.

    A despeito de sua percepção natural da identidade espiritual, há grandes discrepâncias de caráter e capacidade entre os anjos; elas resultam principalmente da diferença na escala evolutiva, de associações com os elementos e da diferença de raio. As duas primeiras diferenças serão consideradas depois; a terceira opera de um modo muito semelhante à linha humana de desenvolvimento. Homens e anjos nascem ambos da fonte paterna única, através de uma das muitas correntes evolucionárias da vida, da qual há pelo menos sete.

    O posto mais excelso na evolução angélica é ocupado por um Ser que pode ser considerado como o aspecto angélico do Supremo, um Ser de esplendor e poder inconcebíveis e inefáveis. As referências a Ele que seguem devem ser tomadas simbólica antes que literalmente, mesmo que muito se aproximem da verdade. O aspecto angélico do Logos, como qualquer outro aspecto, é triplo, ainda que uno; das permutações destes três aspectos emergem sete características primárias, cada uma expressa e representada em um arcanjo. Estes grandes seres servem como diretores angélicos dos sete raios; cada um é a expressão externa de uma qualidade no caráter do Logos. O trabalho de cada um é um exemplo perfeito de um dos métodos que Ele utiliza para concretizar Seus sonhos e completar Seus planos. Todas as manifestações de Sua vida, seja angélica, seja humana, passam através destes sete primários, que formam um anel interno que circunda o divino Ponto.

    Seis deles, trabalhando aos pares, representam os três aspectos do Supremo; cada par constitui uma expressão positiva e uma negativa de um mesmo aspecto. O sétimo grande espírito resume em si todas as qualidades positivas e negativas dos três aspectos. Ele pode ser considerado como a sua síntese objetiva externa, como a consumação de todos os atributos divinos e como o ser onde as polaridades positiva e negativa encontram-se incorporadas e equilibradas.

    Na cosmogonia angélica, esta idéia de uma poderosa síntese de todos os atributos divinos é maior aproximação da concepção humana de Deus; ela difere no ponto em que Ele é considerado somente a encarnação e consumação de qualidades e poderes que têm sua fonte em uma região além da concepção de qualquer consciência encarnada, por mais espiritual e diáfana que possa ser tal encarnação.

    Esta fonte não tem forma, é imanente em todas as criaturas, ubíqua em todo o sistema solar, além do qual se estende a uma região ou nível de existência em que é unida com uma fonte central universal de poder, vida e consciência. Esta é a fonte central da qual surgem todos os sistemas solares do universo, pela qual são mantidos e para onde vão retornar. Esta concepção, de uma série de fontes, cada qual mais interna e remota que a outra, chegando a uma fonte interna última e absoluta que gera uma infinidade de sub-fontes externas, forma a base de toda a consciência angélica.

    Os vários níveis de densidade da matéria também são concebidos desta forma, cada nível sendo a fonte de vida e poder para o nível abaixo, até chegar ao ponto de maior densidade em cada sistema solar. Cada sistema tem um envoltório que o limita e que sua força vital não pode ultrapassar ou dele escapar, e que nele chegando, retorna, completando um circuito fechado em torno da fonte central. Sistemas, por sua vez, diferenciam-se de acordo com o nível em que é fixada sua densidade máxima. Esta mesma concepção é aplicável a um cosmos para o qual os universos guardam a mesma relação que um sistema solar guarda em relação ao universo.

    Os anjos concebem pelo menos três grandes circuitos através dos quais e por meio dos quais o poder da fonte central é conduzido e expresso em todo o sistema ou universo. São eles: primeiro, a matéria de que é composto o sistema; segundo, e terceiro, as evoluções angélica e humana, respectivamente. Se outros há, como é possível admitir, com eles não estamos relacionados até agora. A evolução angélica, em sua capacidade de veicular poder, não considera tanto a matéria como substância, como uma condição fixa e permanente, mas antes como uma aparência ilusória produzida pelo rápido trânsito de energia. O homem vê as aparências ilusórias e sempre cambiantes causadas por seu fluir contínuo, enquanto que o anjo percebe os fluxos de energia dos quais elas são o resultado. Para ele toda a forma é espectral, insubstancial e impermanente, opondo-se diametralmente à atitude humana, que percebe a força vital como espectral, insubstancial e impermanente. Para a humanidade, a alma do homem, do animal ou do vegetal é um fantasma irreal.

    Esta diferença naturalmente se origina dos seus processos evolucionários diferentes. Anjos e homens, em seus próprios pontos de vista, estão igualmente corretos. A atitude ideal " que pareceria ser mais fácil para o homem assumir " é a de que ambos os pontos de vista estão unidos. A evolução não é limitada, entretanto, à aquisição de um ponto de vista, mas almeja também a aquisição, pela consciência em evolução, da maestria na técnica do processo pelo qual ele se desenvolve; novamente, deveria parecer a partir disto que o reino humano está mais habilitado que o anjo para adquirir a maestria tanto sobre a matéria quanto sobre a vida, uma vez que está mais profundamente imerso na matéria que o anjo. Ainda que o preço que pague seja alto, sem dúvida, sua meta é gloriosa, pois ele desenvolve o poder de sintetizar tanto as faculdades e maneiras humanas quanto angélicas; e enquanto através da separatividade faz sua longa peregrinação, adquire com isso a mais alta percepção da unidade, que abrange vida e matéria.

    A matéria é um veículo e um manifestador inconsciente de vida, poder e consciência. Os anjos são veículos e manifestadores conscientes da mesma triplicidade de atributos animantes; sua função é estimular e manter, através de sua cooperação inteligente, a ação animadora, vitalizante e espiritualizante daquele poder; o conjunto de suas atividades é concentrado no lado vida ou espírito da manifestação.

    O homem toca os limites extremos do sistema. O homem toma o poder, do qual é um veículo e manifestador inteligente, leva-o para as maiores profundezas, e completando ele mesmo o circuito, traz consigo aquele poder com o qual foi enviado. Ele assume a tarefa de veicular e expressar inteligentemente os três aspectos do Supremo através de todos os níveis da Natureza, até o mais denso nível físico. Deliberadamente ele se identifica com a matéria, voluntariamente se submete aos sofrimentos e limitações que tal processo necessariamente acarreta, a fim de que tanto a vida quanto a matéria do sistema possam cumprir suas respectivas funções com crescente perfeição.

    O homem assumiu a responsabilidade do cumprimento da vontade divina através da união em si mesmo dos aspectos vida e forma. O anjo, por outro lado, concentra-se no aspecto vida e faz sua parte na economia do sistema, não pela auto-identificação com a matéria ou a forma, mas com a vida por trás de ambas.

    A força irradia-se continuamente através de todo o sistema a partir de sua estação geradora central, à qual retorna desde o plano mais denso. À medida em que atinge cada plano em sua jornada em direção ao exterior, são formados átomos; este átomos servem como veículos da força do plano superior para o plano abaixo, através do plano onde se encontram para o plano imediatamente inferior, onde outros átomos serão formados nesta descida, até chegar no plano mais denso de todos. Este processo é repetido na jornada de retorno, sendo invertida a polaridade do átomo. Átomos positivos e negativos são formados continuamente e continuamente são destruídos. A velocidade com que este poder se move é tão grande que uma aparência ilusória de solidez e permanência é produzida.

    A formação do átomo em um plano qualquer torna possível a transmissão do poder e da consciência do Logos através daquele plano e o habilita a manifestar-se ali. O agregado de átomos produz os elementos químicos daquele plano e a agregação dos elementos produz as formas; através do átomo, elemento e forma, o poder divino passa incessante, tanto na jornada para fora quanto na de retorno, do ponto gerador central e novamente de volta para ele. A imanência divina se manifesta em todo o sistema por esta função atômica; esta manifestação é automática e as formas que assim produz têm uma consciência apenas instintiva.

    A função tanto do anjo como do homem é estimular a evolução da vida desde a manifestação instintiva até a autoconsciente. A hierarquia angélica traz o poder de sua consciência para a vida divina imanente que está evoluindo no plano em que seus membros vivem; eles influenciam esta matéria indiretamente através de seu trabalho sobre a vida. O objetivo de seus esforços é produzir na forma uma expressão daquela vida cada vez mais consciente, ao unificar com ela sua força vital mais autoconsciente.

    Cada membro do reino angélico e cada átomo serve ao Logos como veículo de Sua força vital. O serviço do anjo, contudo, é inteligente; à medida que a força vital passa através de si ele a manipula e regula a quantidade e direção de seu fluxo. Se já é individualizado, o faz conscientemente, se não, instintivamente, obedecendo às leis inatas de sua natureza. Esta união da força vital do anjo conscientemente dirigida com o fluxo não consciente e automático através do átomo, estimula o progresso evolucionário de toda a matéria e portanto de toda a forma, seja mineral, vegetal, animal, angélica ou humana.

    À medida que a evolução prossegue, uma porção maior de consciência se mostra em todas as formas do sistema, em todos os reinos da Natureza, com o resultado de que aquela consciência instintiva evolui gradualmente em direção à autoconsciência. A função dúplice do anjo na Natureza é a de estimular a evolução da forma, compartilhando sua força vital com a força vital nela, e estimular o crescimento da consciência para a autoconsciência, ao unir sua própria força vital dirigida inteligente e conscientemente com a da forma sobre a qual trabalha.

    Eles servem o Logos deste modo em todos os planos e em todos os reinos da Natureza, incluindo o humano, em cujo reino sua função dual pode ser percebida facilmente. Eles selecionam, especializam e constróem todos os átomos de que o corpo humano é composto. Eles reconhecem o tipo de átomo requerido, por sua resposta à vibração emitida pelo átomo central permanente em torno do qual todos os outros átomos são construídos. Antes que isto ocorra, o anjo ou espírito da natureza unifica sua força vital e consciência com ele e portanto o especializa e estimula para um estado mais responsivo; ele então permite que assuma sua posição natural no corpo, de acordo com o tipo ou freqüência vibratória e a linha de força particular pela qual é atraído à sua posição. Processos similares são levados a cabo em todos os reinos da Natureza, cada um por um espírito da natureza ou um anjo apropriado ao tipo de matéria e nível de densidade no qual o trabalho deve ser feito.

    Nos reinos mineral, vegetal e animal, os anjos também trabalham continuamente para estabelecer aquela ligação temporária e consciente entre espírito e matéria, a qual, no homem, é feita permanentemente pelo Ego. A associação entre um anjo e uma árvore, por exemplo, dá à árvore um foco ou canal consciente para o fluxo da vida divina, aumenta a extensão da existência individual e autoconsciente de que a árvore é capaz normalmente e acelera a chegada do tempo em que a vida interna em evolução será autoconscientemente manifesta.

    Do ponto de vista angélico, os três grandes estágios de evolução pelas quais passa a força vital do Logos " e portanto as formas pelas quais se manifesta " são as manifestações subconscientes, instintivas ou cegas; as conscientes, e as superconscientes daquela força. No primeiro estágio a lei divina é obedecida cega e instintivamente; no segundo, com vários graus de inteligência, e no terceiro, tão perfeitamente como no primeiro, mas consciente antes que instintivamente. Como o próprio anjo evolui através destes estágios sucessivos, o campo de sua atuação corresponde ao estágio de seu desenvolvimento; assim ele passa dos estágios de infusório, espírito da natureza e anjo, e através dos senhores solares angélicos, até o Logos angélico.

    O homem, como veiculador e manifestador do poder e consciência divinos, se identifica com a forma, a fim de que o espírito e a matéria possam ser trazidos à relação mais íntima possível. Durante sua longa série de vidas, ele trabalha, século após século, para libertar-se do aprisionamento voluntário que resulta do método que escolheu. Gradualmente ele atinge a maestria sobre a matéria na qual está encerrado; lentamente o poder dinâmico de sua vontade desperta produz na substância inerte uma responsividade por meio da qual ela se torna obediente à sua vontade. Aquilo que uma vez o prendeu, lhe dá os meios de libertação; ele não escapa das paredes da prisão, antes ele muda a matéria de que são feitas e aprende a transformá-las nas asas pelas quais pode voar. No homem e através do homem, o espírito e a matéria, o poder e a inércia, a vida e a forma, estão unidos; ele serve ao Logos no cumprimento de Seu plano pelo seu poder de síntese.

    Nos elementos e na constituição atômica da matéria, percebemos a imanência divina; na hierarquia angélica a vida divina encontra expressão consciente; na hierarquia humana a vida divina e a forma divina estão unificadas. Através do Logos angélico ou Anjo Celeste e Sua hierarquia, a vida divina flui livremente, não obstruída pela resistência da matéria, e todo o reino angélico não passa de uma encarnação ou expressão daquela vida em termos de consciência evolucionante. Através do Homem Celeste a vida flui com dificuldade porque sua consciência e toda a de seu reino estão identificadas com a matéria.

    À medida em que o sol do Dia Logóico atinge o meridiano, a resistência começa a ser ultrapassada, e no anoitecer deste Seu Dia, Ele testemunhará o fluxo livre e desobstruído de Sua vida através de toda a forma. O reino humano terá dominado a matéria e a terá modelado em veículos e canais perfeitos para Sua vida. O Homem Celeste terá tomado toda a matéria em todos os mundos em que estiver encarnado e, moldando-a em um cálice perfeito, o erguerá até o Supremo, sabendo que por seu labor ele poderá ser enchido com o vinho da vida divina. O Anjo Celeste derramará este vinho e os membros de seu reino servirão como canais para sua distribuição em todos os mundos.

    Quando for celebrada esta suprema eucaristia, quando cada átomo no universo estiver cheio do vinho desta vida una, quando cada consciência estiver perfeitamente sintonizada com a Consciência Única e todas as manifestações tiverem se tornado uma expressão perfeita da Vontade, Sabedoria e Inteligência divinas, então o trabalho de anjos e homens cessará e Ele chamará Seus filhos de volta para casa, de volta ao Seu seio de onde primeiro saíram.

    Então enfim Ele, também, poderá descansar; a cortina poderá descer sobre o poderoso drama que Ele encenou; então enfim o sol de Seu Dia se porá e Ele poderá buscar repouso. Seus mundos não O aprisionarão mais, pois Ele os transformará em asas que O levarão para Aquele de onde Ele, por Sua vez, veio. Os frutos de todos os Seus trabalhos serão preservados em toda a longa noite de Seu repouso, até uma outra aurora, quando uma vez mais Ele despertará e o sol de um novo Dia se erguerá.

    Anjos e homens aprenderão novos modos de O servir, desempenharão um para com outro novas tarefas, até que enfim, em toda a longa sucessão de sistemas solares em que tiverem trabalhado, todas as tarefas e todos os tipos de serviço terão sido executados; aquilo que antes foi anjo e homem terá se tornado um Deus e será enviado para ser o Logos de um sistema próprio, o rebento de seu Pai celeste, que, por Sua vez, terá se tornado o Regente de um universo. Seus Logoi serão aqueles que O tiverem servido em Seus sistemas solares como anjos e como homens. Eles O devem servir através de uma infinidade de tempo em campos de trabalho cada vez mais vastos, ligados a Ele por laços de amor e serviço, que perdurarão pela eternidade.

    Quem pode nos dizer quando tais laços foram formados" Teremos sido todos pedras preciosas em algum sistema solar há longas eras dissolvido e terá Ele servido como um espírito da natureza ajudando nossa evolução" Ou teremos possuído braços verdes como plantas, ou árvores, e terá Ele vindo como uma fada ou anjo para inundar-nos com Sua vida superior e mais amplos poderes de pensamento" Ou será que fomos apenas átomos de um sistema no qual Ele era o Regente de um mundo"

    Os elos de amor e serviço perduram através de todo o tempo. Mesmo que sistemas solares mudem de nebulosas para sóis e planetas com suas órbitas ordenadas vivam suas vidas evolucionantes e finalmente se dissolvam, os laços de amor permanecem imutáveis e indissolúveis. Aqueles que uma vez foram átomo e anjo, gema preciosa e espírito da natureza, flor e fada assistente, paisagem e anjo, animal e homem, discípulo e Mestre, Iniciado e Rei, todos se transformam, conservando porém seus relacionamentos, como Logoi e Senhores Solares, como Logoi universais e Deuses de sistemas solares rodopiantes, que ainda circulam em torno de seu antigo Senhor.

    O amor é a força que mantém os planetas em suas órbitas prescritas, quando circulam em torno do sol, seu Senhor do Amor. Amor une em um todo os muitos sistemas do universo. Desde o mais excelso regente de regentes de universos até a mais ínfima forma de vida no planeta mais denso de cada sistema existe uma corrente de amor, ininterrupta e inquebrantável. Na luz daquele amor superno, todas as diferenças e todas as diversidades são vistas como as multiformes manifestações d"Aquele Poder infinito e eterno do Qual todas as coisas nascem e ao Qual todas as coisas devem retornar.

    Capítulo 2

    O CREDO DOS ANJOS

     A fé dos anjos é fundamentada no conhecimento e consiste na verdade divina que lhes é discernível de acordo com seus diferentes estágios de desenvolvimento; segue-se que existe uma quase infinita gradação de fé, desde o credo dos espíritos da natureza até o dos senhores solares angélicos. Abaixo do nível do silfo autoconsciente e individualizado (vide The Hidden Side of Things - O Lado Oculto das Coisas, de C.W.Leadbeater) a fé é instintiva e as instâncias da verdade são obedecidas sem pensamento ou argumentação.

    Cada espírito da natureza, de acordo com seu grau, é uma perfeita expressão da Vontade, Sabedoria e Inteligência do Supremo. Eles não conhecem outra Vontade que não a Sua; nada os afasta desta Vontade; nela eles vivem e se movem e têm o seu ser, dela suas vidas consistem. Eles são aquela Vontade, perfeitamente manifesta no nível evolutivo em que se acham. Daí que evoluem apenas lentamente, não conhecendo resistência, não encontrando obstáculos à expressão daquela Vontade de que são encarnações. A tristeza, dor e sofrimento lhes são desconhecidos; seu mundo é um belo jardim, um paraíso, um Éden antes de o fruto da árvore do conhecimento ter sido colhido.

    Suas vidas são guiadas por uma Sabedoria perfeita, porque, similarmente, são sua expressão perfeita. Cada ação que executam é perfeita em sua sabedoria; sua retidão de vida é absoluta, não porque tenham escolhido o certo, mas porque, sendo encarnações da Sabedoria divina, não podem errar de modo algum. Como sabedoria é sinônimo de felicidade, suas vidas são felizes ao extremo. Eles vivem num estado de êxtase que é perpétuo e que varia somente em grau. Suas oportunidades de crescimento jazem nesta variação, pois, tendo alcançado um pico de êxtase e então descido ao vale abaixo " ainda bem-aventurado, mas não extático " surge-lhes então o desejo instintivo de repetir a experiência. Neste fato reside o segredo da vida e desenvolvimento do espírito da natureza: ele trabalha, porque trabalhar lhe acrescenta felicidade; o trabalho, portanto, é seu credo. Ele não escolhe seu credo, ele não escolhe trabalhar, mas o aspecto Bem-aventurança do Supremo está incessantemente pressionando-os para uma expressão mais completa e profunda nos mundos materiais; esta pressão por trás deles lhes infunde o instinto de esforçar-se continuamente para a mais alta beatitude. O aspecto Bem-aventurança, sabendo que trabalho gera expressão, e a expressão gera o júbilo, inspira suas crianças fadas ao trabalho. Este trabalho consiste dos três processos de absorção, assimilação e expressão. Na absorção, seja de vitalidade ou de matéria, eles encontram felicidade; na assimilação, o júbilo, e na expressão, beatitude.

    O método pelo qual estes três processos são executados é ordenado pela Inteligência divina, que também é perfeitamente expressa neles. Como a Inteligência divina opera no seio do tempo e espaço, preparando a produção das formas, então sua manifestação nos espíritos da natureza os conduz instintivamente a absorver matéria, e permitir que seja gestada neles e assim se torne especializada e então construída como forma. Sob influência da Inteligência eles se tornam construtores do universo. Através deles a Vontade única, a Sabedoria única e a Inteligência única encontram sua expressão derradeira em cada plano.

    Seu credo, portanto, é a lei de sua existência. A obediência absoluta, a cooperação perfeita, a suprema exatidão, a atividade incansável no trabalho infindável, a imortalidade, e um senso sempre crescente e mais aprofundado de felicidade " estas são as características dos espíritos da natureza. Para eles a evolução consiste num aumento de seus poderes de expressar os três atributos divinos e na individualização desde a subconsciência instintiva até a autoconsciência inteligente (para uma explicação dos significados técnicos destes termos vide A Study in Consciousness - Um estudo sobre a Consciência, de A. Besant). Éons de tempo devem se passar antes que esta mudança possa ocorrer; com ela vem uma mudança no credo, pois o anjo recém individualizado deve ajustar-se à fé de seu nível.

    O espírito da natureza é imortal; ele não sofre nenhuma perda de consciência com a mudança de forma. Ele atua à vontade nos dois mundos de que seu universo é composto. Sua autoconsciência não ultrapassa o plano astral; acima dele ele imerge na corrente de consciência com que e de onde desceu aos mundos materiais; à medida que evolui ele passa pelos sete níveis do mundo astral, entra no mental e o ultrapassa, para ganhar sua primeira percepção da verdadeira existência individual no nível causal. Similarmente, antes de atingir o plano astral, ele terá subido da densa matéria física para a etérica, onde terá vivido como membro de uma das raças ultramicroscópicas, cuja função a ciência material ainda tem de descobrir. Pode ser que quando esta descoberta ocorra a verdadeira natureza das doenças seja revelada.

    Tendo atingido seu estágio presente por meio do progresso através do mundo etérico e seu relativo domínio, o espírito da natureza possui o poder de voltar àquela região, de revestir-se de matéria etérica à vontade, e de aparecer sob uma das muitas formas comuns dos espíritos da natureza.

    O Logos, ao planejar Seu universo, quis que a forma típica da entidade autoconsciente fosse aquela sobre a qual os anjos e homens são modelados; segue-se que quando a consciência mergulha fundo na matéria e assim assume uma forma, há uma tendência natural de reproduzir o arquétipo existente na mente de Deus. A forma atual do espírito da natureza, assim como a do anjo e do homem, não é imutável; é o produto de milhões de anos de crescimento e suas futuras formas se aproximarão muito mais do arquétipo do que hoje em dia é possível. A ação da Vontade criativa, que é imanente em todos os planos da Natureza, pode ser percebida nas formas em que aparecem os espíritos dos elementos.

    O nível astral relaciona-se com respeito às fadas de um modo semelhante que o nível causal o faz com o homem. Quando o homem tiver adquirido maestria sobre os três mundos inferiores, assim como a fada o fez com o etérico, será capaz de assumir uma forma em qualquer um deles e abandoná-la com a mesma facilidade que o faz o espírito da natureza no reino em que ele é mestre. O corpo do espírito da natureza no plano astral se assemelha, no seu nível, em miniatura, ao corpo causal de um homem (vide os trabalhos de A.E. Powell sobre os corpos sutis do homem e A Study in Consciousness - Um Estudo sobre a Consciência, de A. Besant); os frutos de sua vida nos dois mundos são armazenados dentro de si, e constituem tudo o que ele entende por autoconsciência. Dentro daquele pequenino "corpo causal", a forma arquetípica do espírito da natureza é vagamente distinguível; quando ele desce ao nível etérico ele sofre uma modificação em sua forma e o corpo astral globular o circunda como uma aura. Sua vida consiste inteiramente na expressão de seu credo, como descrevemos antes. Seu crescimento é moroso, mas é regular e seguro, pois ele é tão completamente inundado pela vida divina que o erro lhe é impossível.

    O espírito da natureza difere de seus irmãos do reino de Pan " o sátiro e o fauno " porque nestes a vida divina foi especializada pelo Espírito da Terra, de cuja consciência eles são a expressão perfeita; mas não são expressões diretas da consciência divina no mesmo grau que os espíritos da natureza. O Espírito da Terra é um ser em evolução, e inevitavelmente influi na vida da qual ele é uma encarnação pelas qualidades que desenvolveu e pelas limitações devidas à sua posição na escala evolutiva. Pan tem uma relação para com o Espírito da Terra similar àquela que o espírito da natureza guarda para com o Logos angélico.

    O Espírito da Terra é um membro da hierarquia dos anjos, e o pouco que pode ser dito a seu respeito pode ser melhor entendido, talvez, por um estudo dos métodos dos anjos que animam paisagens e montanhas. A função que desempenham em seus distritos guarda semelhança com aquela que o Espírito da Terra desempenha para todo o planeta; é o de uma consciência animante, cuja presença torna homogênea a heterogeneidade de miríades de formas de vida de um distrito ou planeta. A evolução de cada célula e cada átomo dentro de sua esfera de influência é estimulada por sua presença animante. Também servem como elos diretos e adicionais entre seus superiores angélicos e a matéria física densa da área sob sua responsabilidade. Ainda que seu trabalho possa parecer um aprisionamento eterno e em certa medida indubitavelmente os afete desse modo, os níveis superiores de suas consciências são livres, e em tais níveis estão em comunicação contínua com o anjo ou arcanjo logo acima deles na ordem hierárquica. Aquele senhor superior, por sua vez, está ligado a outro ainda superior, e o conjunto forma uma hierarquia que chega até o próprio Logos. Através desta hierarquia Ele tem um meio de comunicação com, e controle de, todo Seu sistema, um meio que é muito mais direto do que aquele que Ele tem pela projeção de Sua Vontade e Consciência através da matéria, plano após plano, até o físico.


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